Bom dia!

Que interessante esta matéria!

Tenho a mesma opinião que o Dr. Marcelo José Ferraz Ferreira à cerca do assunto.

Certamente que o advogado, para a excelência nos seus trabalhos, deve dispor de conhecimento técnico-jurídico aliado a uma boa base teórica do Direito.

Mas, especialmente quando este advogado atua de forma direta na empresa, ou junto a ela, a disposição de informações acerca de outras áreas do conhecimento pertinentes ao universo corporativo se mostra de grande relevância também.

E, dentre tais informações, talvez a de aplicação mais imediata diga respeito à gestão, em especial à gestão de pessoas.

Para a gestão de pessoas, por sua vez, é importante o desenvolvimento da liderança. Da boa liderança. Da liderança obtida pelo reconhecimento dos liderados, não pela pretensa força ou autoridade do cargo.

É nesse sentido que a obra “O Monge e o Executivo – Uma História sobre a Essência da Liderança” (Editora Sextante), de autoria do norte-americano James Hunter, deve ser lida por advogados que atuam com o gerenciamento de equipes, seja em escritórios de advocacia, seja em departamentos jurídicos.

Normalmente, os advogados não são orientados nas faculdades de direito para o trato de questões de gestão ou finanças, por exemplo, ainda que de forma básica ou superficial. A preocupação dos bacharelandos com a técnica jurídica é tão grande – o que é bastante compreensível, em razão da extensão da matéria e da sua complexidade –, que se esquecem (ou acham irrelevantes) toda e qualquer matéria “extra-jurídica”.

E, na contra-mão de tal realidade, permito-me dizer aos advogados corporativos que, para o bom desempenho de suas funções, comecem a se interessar por outros temas além do mundo jurídico. Que tal um pouco de gestão, com uma pitada de finanças (tudo bem, essa vai a gosto: advogados não são mesmo afetos a números), com uma dose de marketing jurídico (sim, isso também existe no mundo dos advogados) ?

Quer mais exemplos ? Técnicas de negociação – que, salvo raras exceções, os advogados não aprendem nas faculdades de Direito no Brasil –, também são bastante relevantes. O mesmo se diga quanto à mediação. E como tais matérias estão fora da grade curricular das faculdades, cabe ao profissional criar a iniciativa de buscar informações sobre elas, objetivando seu aprimoramento.

Mas, voltando ao tópico desta postagem, a título de breve introdução e embasamento para o imenso campo da gestão, reitero que vale a pena a leitura da obra “O Monge e o Executivo”. Pode-se dizer que o best seller já se trata de um clássico entre os administradores, de linguagem fácil, em forma de narrativa e que certamente fará do advogado corporativo um líder melhor.

Que tal, enfim, esquecer por ora os códigos, as leis, os contratos, a jurisprudência dos tribunais superiores, a doutrina e os processos ?

 São poucos que pensam assim. Que tal começar a pensar entre os poucos e se destacar entre todos?

Abraços,

Ana Paula Mello